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SÃO JOAQUIM
DE BICAS
São Joaquim
de Bicas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população
aferida pelo IBGE em 2008 era de 23.462 habitantes.[2] Pertence à Região
Metropolitana de Belo Horizonte.
A Cidade - História
A origem do nosso Município
A ocupação e o povoamento de Minas Gerais, só aconteceram a partir da
descoberta do ouro, no final do século XVIII. Até esta época, algumas
expedições Bandeirantes percorreram o território procurando ouro e pedras
preciosas. Foram os Bandeirantes que fundaram os primeiros povoados em Minas
Gerais. Eles seguiam os cursos dos rios, abrindo e procurando o ouro de
aluvião.
Foi seguindo o curso do Rio Paraopeba que aqui chegaram os Bandeirantes,
como Manuel Borba Gato e Francisco Duarte Meireles. As terras próximas ao
Rio Paraopeba eram férteis e próprias para a prática agrícola e a criação de
gado. Assim, iniciou-se o povoamento da região.
A Religião
A religião foi um fato marcante na história do arraial. As capelas
construídas eram pontos de convergência entre os habitantes e tropeiros que
por aqui passaram. Os primeiros moradores construíram uma capelinha para a
realização de novenas e orações como terço ao cair do crepúsculo. A
construção foi nas proximidades do local onde hoje é o cemitério.
Uma imagem de São Joaquim foi esculpida em madeira e colocada no topo do
altar, marcando a fé e a religiosidade do povo do nosso município. A imagem
de São Joaquim e a vegetação deram o primeiro nome ao arraial: São Joaquim
do Campo Verde. Com o passar dos anos, o lugar passou a ser chamado de São
Joaquim de Bicas, porque a busca de minerais no leito do Rio Paraopeba
englobava a dragagem dos cascalhos que depois eram lavados com jatos de água
(bicas).
Festa do Mês de Agosto
A festa mais aguardada pela comunidade é a de nossos padroeiros São Joaquim
e Sant’Ana, São Sebastião, Divino Espírito Santo e São Vicente. Essa festa
tão tradicional vem sendo modernizada, acompanhando as mudanças sociais e
econômicas da região. Às vezes essa festa era atração. Acontecia até dos
fazendeiros se mudarem para a praça a fim de participar de todos os eventos.
Na praça da igreja havia um “estacionamento” para cavalos e carroças, e
normalmente as missas eram celebradas às 10:00h com procissões às 15:00h. As
barracas de comes e bebes eram feitas de bambus e cobertas com folhas de
piteiras. Eram tradicionais as barracas do “Mané Caetano”, que vendia suco
(capilé) em potes de barro e queijo; “Dona Zefa” vendia biscoitos e “Dona
Marieta” que além dos biscoitos e bolinhos, vendia um delicioso leite
caramelizado. Havia também a presença de barraqueiros de outras regiões que
por vezes montavam cinemas em casas de tábuas e circo de tourada.
Era comum ver “mulinha” feita de balaio correndo pelas ruas e assustando as
mocinhas que de braços entrelaçados, acertavam os passos e davam voltinhas
pela praça, encantando os corações dos rapazes. Hoje, a festa acontece no
final do mês de julho, com a realização de novenas, procissões, celebrações,
levantamento de bandeiras, leilões, barraquinhas, show pirotécnico,
apresentação de conjuntos musicais entre outros acontecimentos. Esse evento
tão expressivo em nosso município conta com a participação de todas as
pastorais, movimentos religiosos, políticos, comerciantes e toda a
comunidade, juntamente com a equipe de festeiros e o pároco. Vale a pena
participar!
A Praça
A praça era rodeada de casas e algumas árvores, não existiam bancos, nem
jardins, só a igreja de madeira ao centro. Esta igreja precisava de uma
reforma e atendendo as necessidades e solicitações dos habitantes do já
distrito, o Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, criou a
paróquia de São Joaquim, criando uma grande inveja e revolta à nossos
vizinhos.
A Pedra Fundamental
São Joaquim de Bicas era Distrito pertencente à Pará de Minas, e a paróquia
de Mariana. Naquela época, era considerado distrito, aquele povoado que
possuísse um cartório de registros. Em 1880, foi instalado aqui esse
cartório, permanecendo até 1931, quando segundo alguns depoimentos, por
razões e conflitos políticos, ele foi transferido para o povoado do Barreiro
(atual Igarapé). Dizem que esse fato ocorreu na calada da noite para que o
povo daqui não se manifestasse. Assim, São Joaquim de Bicas voltou à
condição de simples povoado. Perdeu regalias políticas, mas na questão
religiosa, continuou sendo a sede da paróquia.
Na medida que o povoado foi crescendo, a igrejinha de madeira já não
comportava o grande número de fiéis, era preciso construir uma nova igreja.
Para erguê-la era necessário a bênção da pedra fundamental por uma
autoridade eclesiástica: o bispo de Mariana. O povo se mobilizou em
constantes peregrinações à Mariana até conseguir. Outras comunidades também
acalentavam o sonho de construir uma igreja para ser a sede da paróquia.
Dando vazão a este sonho um grupo de homens de Igarapé, foi enviado à São
Joaquim de Bicas para roubar a pedra fundamental. Segundo o depoimento de
Dona Maria, casada com Sr. Antônio de Almeida e de outras pessoas que
vivenciaram naquele período, por volta das 10 horas, horário em que as
mulheres faziam o almoço, o Sr. Sidney, irmão do saudoso Osvaldo entrou
gritando que estavam roubando a pedra fundamental. Apavorada, ela pegou um
cabo de enxada e saiu juntando senhoras, pois todos os homens estavam
trabalhando.
Então subiram Dona Maria, Dona Jerovina, Dona Divina e outras mulheres
armadas de foices, pedaços de pau, cabos de enxada e vassouras, contando
somente com a companhia do Sr. Sidney. Por razões inexplicáveis e até
sobrenaturais, os homens não encontraram forças suficientes para carregar a
pedra e a deixou perto de onde eles à retiraram. Ao verem as mulheres e o
Sr. Sidney chegando, os homens fugiram assustados e o Sr. Sidney colocou a
pedra nas costas com a maior facilidade e a trouxe de volta guardando-a na
casa do Sr. João Maria. Temendo nova ameaça, os moradores daqui, armados de
foices, enxadas e facões, montaram piquetes nos limites do povoado. Mas o
fato não se repetiu. Os moradores construíram a nova igreja e enterraram a
pedra fundamental debaixo do altar. Reformaram também a antiga igreja de
madeira. Com o passar dos anos, a praça da igreja foi só melhorando e no ano
de 1966, o prefeito de Igarapé do qual éramos distrito, reformou a praça da
matriz, criando jardins e construindo bancos com nomes de pessoas
importantes que contribuíram para a construção da nova praça.
(Fonte: Prefeitura da Cidade: www.saojoaquimdebicas.mg.gov.br/historia.php)
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