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ITAGUARA
Itaguara (Pedra do
Lobo) é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Pertence à Região
Metropolitana de Belo Horizonte.
História
Nossa Senhora das Dores de Conquista - Conquista – foi o primeiro nome de
Itaguara. O nome Conquista, era devido o fato de Manoel Texeira Sobreira, um
dos povoadores da região, ter conquistado as terras em ação judicial muito
difícil, demorada e trabalhosa, com atesta o historiador itaunense Guaracy
de Castro Nogueira. O nome Itaguara foi alterado em 1923; de acordo com o
dicionário de Tupi-Guarani, o vocábulo "ita" significa pedra e "guará"
significa aguará, aguaraçu, mamífero (lobo) dos cerrados e pampas (açu).
Os primeiros habitantes da região de Itaguara foram os índios cataguases,
que eram os donos da terra até meados do século XVII. Com o fim das brigas
entre as famílias Pires e Camargos, os paulistas voltaram suas atenções para
as incursões sertanejas, sendo que a década de 1660 a 1670 foi a mais
promissora para o movimento que ficou conhecido como Bandeirismo.
Em 27 de setembro de 1664 chegou a São Paulo uma carta de D. Affonso VI, que
incitava os paulistas a descobrirem novas terras, como cita Alfredo Elis
Júnior, na obra “ O Bandeirismo Paulista e o recuo do meridiano”.Lourenço
Castanho Taques, Juiz de Orphans em São Paulo, destacou-se por realizar a
mais importante Entrada pelos sertões de Minas Gerais, quando em 1669,
promoveu o abate dos ferozes cataguases, que já não existiam nas áreas
litorâneas, deixando o caminho livre para a descoberta do ouro e outras
preciosidades em Minas Gerais. Constam em documentos lavrados na Vara de
Orphans que pertenceu a Lourenço Castanho Taques, o velho, esteve ausente de
São Paulo entre 15 de maio de 1668 a 20 de julho de 1670, deixando a Vara de
Orphans para seu filho de mesmo nome, Lourenço Castanho Taques, o moço. O
livro “Nobiliarchia” exalta fatos da incursão de Fernão Dias pelos sertões
de Minas Gerais, quatro anos antes de Lourenço Castanho Taques, o velho,
porém quando Fernão Dias saiu de São Paulo, Lourenço Castanho Taques, o
velho, já havia falecido a quatro anos.
Estas confusões podem ser explicadas pelo fato dos nomes serem semelhantes e
a maioria de pesquisadores copiaram as informações de Pedro Taques, que era
neto de Lourenço Castanho Taques, o moço, que saiu também em expedição em
1676, levando o seu irmão José de Lara, que preferiram fixar suas Entradas
pelo Vale do Parnaíba.
Na passagem de Lourenço Castanho Taques, o velho, por Minas Gerais foi
iniciado o massacre contra as tribos indígenas que habitavam a região e
segundo o historiador Diogo de Vasconcelos, na região de Itaguara aconteceu
o massacre contra os índios cataguases, surgindo aí um dos primeiros
arraiais de Minas Gerais, o Arraial de Conquista, que ficava às margens do
Ribeirão Conquista, que era conhecido até 1755 como Ribeirão São Fellipe.
O nome Conquista, dado ao Arraial não foi devido ao massacre dos índios
cataguases, mas pelo fato das terras da região terem sido conseguidas
através de difícil ação judicial por Manoel Texeira Sobreira, que foi um dos
primeiros povoadores da região. A povoação de Itaguara e adjacências,
aconteceu, graças à pecuária que se desenvolveu as margens do Rio Pará, pois
a região aurífera encontrava-se em declínio, os donos de lavras necessitavam
de outras atividades que pudessem empregar a mão-de-obra escrava e devido
aos elevados preços que eram praticados em Ouro Preto, a busca expansionista
e outras atividades econômicas eram fundamentais para a sobrevivência dos
senhores de escravos acostumados com a opulência do ouro.
Em 1703, quatro irmãos vindos de Guimarães, província de Portugal, chegaram
com o objetivo de colonizar a região, o Guarda-mor João da Costa Guimarães,
o Tenente Antônio da Costa Pereira, José da Costa Ribeiro e o Padre Domingos
da Costa Ribeiro que de posse de Carta Régia vieram residir em terras que
ainda não tinham donos, por isso consideradas devolutas. Os irmãos foram
responsáveis pela colonização de municípios de Itaguara, Carmópolis de Minas
e Cláudio. A iniciativa de construir a primeira capela do arraial da
Conquista foi do Sr. José Rodrigues Marins, que conseguiu a provisão em 12
de janeiro de 1796.
No mesmo ano, Leandro Gomes Rodrigues e sua esposa, Dona Catarina Josefa do
Santíssimo Sacramento, conseguem a real permissão para construir a primeira
capela no arraial de Conquista, fazendo a doação de quatrocentos mil e
setecentos réis, conforme escritura lavrada em 20 de março de 1813. O
Guarda-mor João da Costa Guimarães, também auxiliou na construção da capela,
que foi afiliada à matriz de Congonhas do Campo e teve como capelão seu
filho de mesmo nome, que se formou Padre em Mariana em 1824. Em 1832 a
pedido do Sr. Leandro Gomes Rodrigues a Cúria de Mariana anexou a Capela de
Nossa Senhora das Dores à Paróquia de Bonfim, do Arraial de Nossa Senhora
das Dores de Conquista. Em 1855 a Capela de Nossa Senhora das Dores foi
anexada à Paróquia de Nossa Senhora das Necessidades do Rio do Peixe, atual
Piracema. A Paróquia de Nossa Senhora das Dores foi criada em 14 de setembro
de 1870, pela Lei nº 1667 no artigo 02, porém em 1872 está lei é suprimida.
A lei nº 2411 de 5 de novembro de 1877, determinou : “- fica em seu inteiro
vigor o artigo 2º da lei nº 1667 de 16 de setembro de 1870, que cria a
freguesia da Conquista no município de Bonfim”. No dia 3 de maio de 1878 o
Bispo de Mariana, Dom Antônio Correia de Sá Benevides, colocou a Paróquia
sobre a proteção de Nossa Senhora das Dores, que teve como seu primeiro
vigário Padre Manoel Francisco de Paula Xavier , natural do Povoado de Nossa
Senhora da Conceição de Pará dos Vilelas, nomeado por Dom Antônio Ferreira
Viçoso.
O Distrito de Nossa Senhora das Dores de Conquista passou a chamar –se
Itaguara em 7 de setembro de 1923, por uma sugestão do Prefeito de Itaúna,
Dr. Dário Gonçalves de Sousa, que seguindo uma corrente indianista que
surgiu após a Semana de Arte Moderna de 1922, que sugeria a mudança de nomes
portugueses ou de origem religiosa para nomes de origem indígena, e assim
ganhando sonoridade e vocabulário brasileiro, na maioria dos casos com
origem no tupi-guarani.
Em 31 de dezembro de 1943, Itaguara emancipou-se politicamente e
juridicamente do município de Itaúna, do qual pertencia desde 1901. Foi
formada uma comissão que tinha como objetivo promover a Emancipação Política
de Itaguara, assim constituída:
* Presidente de honra: Padre Geraldo Rodrigues Costa
* Vice-presidente: Coronel Francisco de Moraes Resende
* 1º Secretário: Wandy de Moraes Silva
* 2º Secretário: Mário de Oliveira Lima
* 1º Tesoreiro: Antônio Ferreira Moraes
* 2º Tesoreiro: Pedro Dias da Silva
Dr. Nelly de Moraes Silva, irmão do Sr. Wandy Silva que residia em Belo
Horizonte foi o porta voz junto às autoridades competentes na capital para
que o processo de emancipação fosse satisfatório. Um álbum de fotos de
fazendas, casas e da urbanização do Distrito de Itaguara foi montado para
demonstrar que merecia sua emancipação. O principal motivo que levou a
reivindicar a Emancipação de Itaguara era a dependência da sede municipal,
Itaúna.
Benedito Valadares, que era o governador de Minas Gerais, ficou satisfeito
em observar o progresso do local que conheceu no passado quando era advogado
e foi defender uma causa no Distrito. A Emancipação Política de Itaguara foi
concedida e a sede política e judicial passou a ser Bonfim.
Em 1 de janeiro de 1944, Itaguara comemorou sua ascendência a Município,
tendo como primeiro prefeito o farmacêutico João da Costa Guimarães. A
primeira escola pública do Arraial de Conquista foi destinada somente aos
homens e surgiu em 1850, apenas 1877 nasceria uma escola para as mulheres. O
Professor Almeida e Sra. Benigna sua esposa, em 1910, eram responsáveis pela
entidade educacional pública. Em 20 de janeiro de 1930, o Grupo Escolar
Coronel Frazão foi criado, sendo que recebeu este nome em homenagem ao seu
maior benemérito, Joaquim Vilela Frazão. Em 2004 a Escola Estadual Coronel
Frazão ficou entre as 10 melhores instituições de ensino público do Brasil.
O Governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, em 1963 doou prédios pré-
fabricados com o intuito de aumentar as vagas escolares às crianças e
Itaguara ganhou um desses prédios. Em 15 de fevereiro de 1965 foi inaugurada
a Escola Combinada Padre Gregório, hoje a Escola Estadual Padre Gregório. O
Ginásio Monsenhor João Rodrigues, atual Escola Estadual Alvim Rodrigues do
Prado, teve sua fundação na década de 1940, o Segundo Grau foi instalado em
1972.
No segundo semestre de 2002 Itaguara iniciou a parceria com a UNICOR,
Universidade de Três Corações- MG, promovendo o Ensino Superior na cidade.
Itaguara, hospedou um ilustre morador na década de 1930, Guimarães Rosa,
médico recém formado, que veio clinicar em Itaguara e proferiu as seguintes
palavras, que penso serem o sentimento de todo itaguarense: “Mas, meu Deus
como isto é bonito! Que lugar bonito p’r’a gente deitar no chão e se
acabar!...”
[editar] Geografia
[editar] Relevo
O relevo de nosso município se apresenta com grandes elevações com morros e
pequenas serras, sendo assim considerado de montanhas .Os solos são
argilosos de moderada resistência à erosão, de profundidade variável, de
baixa a moderada fertilidade natural, com maior aproveitamento na pecuária.
Formação aparecendo na maioria das vezes em associação ( podzóico e
latossolo vermelho- amarelo). As montanhas são rochosas, pré- cambrianas,
intensamente dobradas, provocando a formação de colinascôncava- convexas e
cristas esparsas, com altitudes de 860 a 1200 metros.Sua altitude em relação
ao nível do mar é de 839 metros.A maior elevação de relevo do município é o
Pico dos Paivas e Pico do Sumaré , localizado na Fazenda dos Paivas.Principais
serras de Itaguara: Serra da Picada, Serra da Pipoca, Serra da Serrinha,
Serra da Bocaina, Serra da Boa Vista, Morro do Cardoso, Serra do Barreiro,
Serra do Campo Grande, Serra do Nogueira, Morro das Pedras.
O município é cortado pelo Ribeirão Conquista e Rio São João, da Bacia do
Rio São Francisco. O Rio Pará faz fronteira entre Itaguara, Carmópolis de
Minas e Cláudio.
Sua população aferida pelo IBGE em 2008 era de 12.812 habitantes.[2]
(Fonte: Wikipédia)
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